Reflexões Diárias - Julho



01
FUJA DA MESMICE
Ir de encontro às orientações de Deus é insanidade. Nossos sonhos e visões não deveriam contradizer as Sagradas Escrituras. Contudo, apenas quem tem sonhos e visões pode dar luz à imaginação e contribuir para a concretização de seus ideais. Do contrário, a mesmice será sua companheira. Só quem se reconhece como falho, que precisa ter sua vida transformada, pode almejar que seus sonhos sejam concretizados. Quem não tem sonhos não tem aspirações e não consegue ver além. Quem não se reconhece como falho – mas com potencial a ser desenvolvido – é um tolo. Quem não sente culpa e arrependimento pelos erros cometidos nem medo e fraqueza diante dos obstáculos não é uma pessoa forte e inabalável, mas insensível e inconsequente. Somente os pecadores conscientes de seus pecados podem ter suas culpas absolvidas. Crer em Jesus Cristo como o único que pode transformar verdadeiramente nossas vidas não é sinal de fraqueza, mas de maturidade, de reconhecimento das próprias limitações, de humildade e de sabedoria. A Bíblia confirma este pensamento quando diz que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que cumprem os seus mandamentos; o seu louvor permanece para sempre”.
02
A MISSÃO DE ABENÇOAR
Pode de um mesmo manancial jorrar água doce e amarga? Esta pergunta retórica faz todo sentido quando olhamos para o nosso interior e sentimos que devemos mudar, faz sentido quando queremos estar bem com as pessoas e com Deus. Mas, se não nos importamos com as atitudes, se não nos preocupamos com o próximo, se não desejamos comunhão com o Pai, então não há sentido. Pensamos em Deus como um Ser amoroso, poderoso, de infinita compaixão, e logo entendemos que se trata de um Ser abençoador, e se formos sábios, compreenderemos que necessitamos de Suas bênçãos. É fato que não precisamos ser tão inteligentes para entendermos que Deus pode tudo, inclusive, sondar os nossos corações e que conhece os nossos pensamentos mais íntimos. O conhecimento da natureza divina nos leva a amar a Deus; não da forma como Ele nos ama, mas O amamos. Então, por que não nos importamos com nossos semelhantes, os quais foram feitos à semelhança de Deus? Esta é outra pergunta retórica, pois sabemos que há muitas pessoas úteis e fiéis a Deus, escolhidas para ser uma bênção, para abençoar todas as famílias da Terra: “E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”.
03
A IMPORTÂNCIA DE UM CORAÇÃO ALEGRE
Os motivos que trazem tristezas e decepções aos nossos corações são muitos. Sempre temos motivos de sobra para sermos abalados pelas circunstâncias que nos trazem tristeza: a realização de um mau negócio, ou a morte de um ente querido, ou quem sabe um deslize qualquer. Temos, porém, um único motivo para sermos alegres, mas este motivo supera todas as razões que nos causariam infelicidade: Jesus, o Filho de Deus, o nosso Salvador. Cristo jamais nos decepcionará. Ele nos deu o bem mais precioso que todo homem deveria almejar: a Si mesmo. Todos deveriam aceitá-Lo alegremente de olhos vendados, sem titubear. Mas, infelizmente não são poucas as pessoas que o rejeitam, e normalmente pelo principal motivo pelo qual Ele veio nos libertar: o pecado. Com Cristo somos libertos, e temos reais motivos para rir, mesmo em tribulações. O sorriso estimula o sistema imunológico, faz bem ao coração, deixa o cérebro mais ativo e eficaz, ajuda a resolver os problemas do cotidiano, exercita a caixa cardiotorácica, as dores são aliviadas, estresses são reduzidos, a comunicação e a aparência são melhoradas. O sábio rei Salomão já dizia: “o coração alegre aformoseia o rosto...” e “... é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos”.
04
MUNDO CORROMPIDO
São tantas as lutas, os desafios, as calamidades; pessoas nascem, vivem, e não passam por aqui sem que tenham sofrido, e se vão, e tudo se repete. As corrupções são tantas, os assassinatos vários, os crimes de toda sorte; ninguém está seguro. Tsunamis, furações, guerras, rumores de guerras e outras catástrofes. As tragédias são tantas que até mesmo os ateus, contradizendo suas “convicções”, culpam a Deus por tudo que acontece. Contudo, reflitamos: que temos feito para mudar esse quadro? Cremos em Jesus, mas praticamos o mal e esquecemo-nos das boas obras, só o nosso umbigo interessa. Reunimo-nos para glorificar a Deus, mas muitos só o fazem da boca para fora, pois as atitudes e os corações estão bem longe de Deus. São raras as pessoas que usam a fé para iluminar o caminho do próximo. Até quando vagaremos a esmo, desviados da jornada que o Pai nos preparou? O mundo está corrompido. Mas, afastar-se do mundo seria uma decisão radical para quem não está conformado com ele, na verdade seria uma solução covarde, seria uma fuga para os descompromissados, tanto faz para os insensíveis. É momento de refletir e de desenvolver os dons que o Senhor nos concede. “Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si”.
05
NOSSAS VIDAS ESTÃO COMO DEVERIAM ESTAR
“O maior erro de Deus foi ter criado o ser humano”, dizia estupidamente um ser inconformado. Esta é uma tremenda falta de sabedoria. Nossas palavras refletem o modo como julgamos o mundo à nossa volta. Alguém que não dá o devido valor a Deus não valoriza a si mesmo, nem pode valorizar a outrem, trata-se de uma pessoa triste, deprimida, problemática, de emoções patológicas, que precisa de ajuda, embora não reconheça, e mesmo que reconhecesse não confiaria em ninguém. Antes de tentarmos mudar algo em nossas vidas, reconheçamos primeiro que elas estão como deveriam estar, encontram-se da forma em que as nutrimos. Aceitemo-na como está e sejamos gratos por sermos como somos. Se, todavia, pensarmos em mudanças é sinal que estamos no bom caminho. Então, tenhamos em mente uma certeza: jamais conseguiremos sozinhos. Não precisamos ser como os desbravadores que abandonaram suas famílias em busca de algo que pudesse dar sentido às suas vidas. Tal busca pode estar à nossa volta, ou dentro de nós. Não resistamos a essa realidade e sigamos em frente, “olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus”.
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MEMÓRIAS DO PASSADO
Somos relutantes às memórias do passado, talvez por temermos as lembranças dolorosas. Há a possibilidade de termos causado sofrimento e/ou magoado pessoas importantes para nossas vidas, como aos nossos pais, por exemplo. Sobressaltam-se os remorsos e o arrependimento. Sentimo-nos abalados pela impossibilidade de reconciliação e pela tentativa desesperada de reparar o mal causado, pois muitas vezes as pessoas atingidas já não estão em nosso meio. As lembranças do passado que nos atormentam sempre vêm à tona, e sofremos com isso. Sofremos em virtude de termos o passado imperfeito, notamos que éramos devassos, corruptos, imorais, covardes, isto é, errávamos demais. Essa percepção não é má, significa que estamos mais maduros. Talvez amanhã venhamos a nos envergonhar do que somos ou fizemos hoje, todavia, convém crermos que o Senhor já nos libertou, desde que arrependidos. Nem toda lembrança é pura decepção, elas nos auxiliam a moldar o nosso comportamento, se não fossem importantes o Senhor removeria de nossas mentes e não apenas da Sua. Deus não é de confusão. Nós somos. “... fiquei confuso, e também me envergonhei; porque suportei o opróbrio da minha mocidade”.
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CRISTO É A VERDADEIRA FELICIDADE
Muitos creem que a verdadeira felicidade vem pela abun­dância dos bens materiais adquiridos. É natural a sensação de que só seremos felizes se conquistarmos riqueza, sucesso, prestígio e poder. Quando Deus criou o mundo, formou o céu, a terra e tudo que há do nada, mas nunca foi infeliz. O primeiro homem foi formado do pó da terra, este e sua esposa de fato eram felizes, mas não apenas por terem tudo que precisavam, e sim em razão de desfrutarem da amável presença de Deus. Quando permitiram contaminar seus corações com o desejo de serem iguais a Deus, desobedecendo ao Criador, sentiram a dura pena de viverem separados do amoroso Pai celestial. A tristeza e a vergonha fizeram cair seus semblantes. Ainda hoje as pessoas sentem falta dessa verdadeira abundância, dessa tão sonhada felicidade, que é contar com a presença de Deus, a qual só é recuperada quando passamos a crer no Primogênito que veio a este mundo religar-nos ao Criador, como previsto desde “a queda”. O Salvador não faz essa re-ligação sem transformar o homem, portanto, quem diz ser salvo, e continua ganancioso e avarento, na verdade, precisa da real presença de Jesus Cristo. “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus”.
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UMA ENTREGA ESPIRITUAL
Quando aprendemos a aceitar com dignidade as circunstâncias inesperadas que atravancam os nossos objetivos individuais, compreendemos que nem tudo está sob nosso controle. Se sábios, descobriremos que devemos ser gratos ao único que detém o controle sobre todas as coisas e, ao mesmo tempo, aprendemos que devemos abençoar nossas atividades e, principalmente, as pessoas. Ou assimilamos essa prática, tornando-a possível, ou seremos obrigados a realizá-la com “choro e ranger de dentes”. Reconhecermos a nossa total dependência de Deus é mais gratificante, pois, refletindo assim, concretizamos a tão massificada entrega espiritual. Com a atitude correta é possível transformar os piores pesadelos em agradáveis sonhos. Não que tenhamos, por nós mesmos, poder para mudar algo, mas por tocarmos o coração de Deus, sendo gratos a Ele, e por passarmos a enxergar o mundo com outra perspectiva, isto é, o nosso foco deixa de ser simplesmente o regozijo pessoal e passa a ser a realização coletiva. “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração”.
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O DISCÍPULO SERVE COM ALEGRIA
A quem devemos amar com todas as forças? Importa entendermos a quem devemos amar de modo a darmos sentido à vida. Dificilmente experimentaremos momentos de intensa felicidade se não compreendermos o que realmente nos é relevante. Por essa razão há tantas frustrações, decepções, insegurança, e tantas pessoas que temem viver de modo intenso. Pessoas que frequentam igrejas exclusivamente em busca de bênçãos, certamente terminarão frustradas, a menos que tenham seus corações transformados e decidam mudar seus interesses pelo que verdadeiramente importa. Grande parte das pessoas não experimenta a verdadeira felicidade pelo simples fato de que ao invés de procurar servir, faz justamente o contrário: procura ser servida. Caso esse pensamento não seja diferente em relação à fé cristã, então dificilmente haverá regozijo; resultar-se-á em fé sem sentido. Por qual razão agiríamos de modo diferente do Mestre, se Ele nos ensinou e demonstrou, com testemunhos convincentes, a maneira correta com que devemos nos portar? “E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”.
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NÃO SEJAMOS SURPREENDIDOS
Não é tão fácil crer que Deus dirige os nossos passos e que realiza os nossos sonhos. Para muitas pessoas essa é uma barreira quase intransponível, principalmente para quem pensa estar no controle de suas ações. É tolice ter a ilusão de estar no controle absoluto do destino, se não sabemos nem o que vai nos ocorrer daqui a um minuto. É mais sensato estar disposto a derrubar ou simplesmente transpor essas barreiras, crendo e permitindo que o Espírito Santo conduza nossas jornadas em segurança, pois, quer creiamos ou deixemos de confiar, Deus é o único que tem pleno controle sobre toda a história da humanidade. Todavia, Ele nos concede o livre arbítrio com oportunidades de erros e acertos. O Senhor permite que façamos o uso que bem entendemos de nossas vidas, e até nos delega o controle parcial sobre boa parte de Sua criação, mesmo sabendo que somos incompetentes e que não sabemos usar essa liberdade. Por isso, sempre que necessário, o reto Juiz faz valer o Seu direito de interferência, para evitar maiores danos, ao mesmo tempo em que, por Sua infinita misericórdia, permite-nos oportunidades de arrependimento e vigilância. “E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei”.
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A MINHA GRAÇA TE BASTA
Quando há um ferimento em nosso corpo é justamente ali que costumamos acidentalmente atingi-lo, por maior que seja o cuidado. Da mesma forma, com mais frequência do que gostaríamos de admitir, os embates da vida costumam atingir os pontos que mais nos machucam. Sempre que pensamos em nos exaltar, logo acontece algo inesperado para nos humilhar ou moldar. Parece providência divina, mas Deus é incapaz de praticar o mal, todavia, Ele certamente pode permitir. Qual a razão de Cristo ter declarado que aqueles que exaltam a si mesmos seriam humilhados e os que se humilham seriam exaltados? É evidente que o Mestre, como de costume, ensinava Seus discípulos a proceder de modo a servirem melhor a Deus e às pessoas. Convenhamos, contudo, que os ensinamentos de Jesus servem para qualquer aspecto de nossas vidas. Além disso, se Ele mesmo se humilhou, por que haveríamos de nos exaltar? Paulo entendeu bem essa lição, dizia que era esbofeteado por um mensageiro de Satanás para que não se exaltasse. As revelações do Senhor ao apóstolo eram realmente “dignas de exaltação”. Infelizmente, exaltamo-nos por tão pouco, tanto que poucos se conformariam com a resposta recebida por Paulo: “a minha graça te basta...”.
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A SABEDORIA EM PESSOA
Abramos a porta do coração para que Cristo possa entrar. Não esperemos que o Salvador chegue à nossa porta visivelmente, rodeado por anjos de luzes e com clarões resplandecentes. O Senhor não precisa de espetáculos. Cristo se apresenta diariamente em nossas vidas por meio de coisas e pessoas aparentemente insignificantes que às vezes não sabemos valorizar. A missão de apresentar o evangelho de salvação foi delegada por Jesus aos Seus pequeninos, pessoas humildes que se achegam a nós onde quer que estejamos, e como quer que estejamos. Seria sábio de nossa parte se ao ouvirmos alguém falando de Jesus (ou por Jesus) não fugíssemos do assunto, mas que procurássemos entender o nosso chamado. Seria sábio ainda se não pensássemos que as pessoas estariam nos confrontando com suas ideias religiosas, pois não estão, na verdade elas se preocupam conosco, com o nosso futuro eterno. Elas não apresentam ideias, mas a Sabedoria em pessoa. Portanto, recebamos bem essas pessoas e a Pessoa que representam, porque não desejam sacudir o pó dos pés em testemunho à nossa rejeição. “Quem vos ouve a vós, a mim me ouve; e quem vos rejeita a vós, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou”.
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O QUE REALMENTE IMPORTA
Quando estamos em grupo costumamos ser solidários às ideias que, naquele meio, aparentemente são consenso geral – longe de nós sermos hipócritas, mas é natural que seja dessa forma. Mas é no silêncio de nossos aposentos, ou (sendo severo e realista) no leito de um hospital, ou por ocasião do funeral de outrem, que refletimos no que realmente importa: nosso destino eterno. Noutros momentos o homem natural não valoriza a salvação de sua alma. Ele não dá a devida prioridade àquilo que realmente deve importar. É bem possível que algumas pessoas, ao começarem a se deparar com este tema, plantem de imediato em seus corações sementes de discordância. Atitude natural e compreensível devido não estarem ligadas à relevância destas informações, pois muitos só conseguem enxergar o que está materializado. Não podemos supor que a mera manifestação externa e visível daquilo que o presente mundo nos proporciona seja tão relevante ao ponto de obscurecer o entendimento do que vem à frente, de tudo o que de fato deveria interessar. A Pessoa mais importante do universo, que nos ama incondicionalmente, está bem ao nosso lado, mas não se manifesta fisicamente. E Ele nos diz: “Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.
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OBEDECER É MELHOR QUE SACRIFICAR
Quando não conseguimos alcançar nossos objetivos, quase sempre é por que ainda não pudemos processar nossas experiências externas de modo que possamos aplicá-las internamente, ou seja, nossas experiências ainda não nos deram condições de familiaridade com as condicionantes para obtermos sucesso. Claro que outros fatores alheios à nossa vontade e ações são contribuintes, pois nem tudo depende unicamente de nós mesmos. A vida não é igual para todas as pessoas. Algumas conseguem seus objetivos com menor dificuldade que outras. Cada pessoa passa por processos de adaptação diferentes, de modo bem particular. O que não podemos deixar de considerar é que os melhores objetivos são alcançados com maior sacrifício, e este nunca envolve uma só pessoa, normalmente são coletivos. Por isso, vive melhor quem tem o melhor desempenho grupal. Se o próprio Deus, Todo-Poderoso, não tivesse se sacrificado por nós, jamais teria concretizado o Seu plano de salvação. Jamais seríamos resgatados. De forma alguma o homem poderia voltar a ter comunhão com o seu Criador. A ligação do homem a Deus por intermédio de Seu Filho não seria possível. “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”.
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UM PASSINHO DE CADA VEZ
A felicidade é algo incrivelmente incompreensível. Tantas vezes lutamos tanto por algo e quando o conseguimos, terminamos por descobrir que não era daquilo que precisávamos. Para sermos felizes, não precisamos de tanto esforço para acumular títulos, bens e outras realizações, a menos que nesses objetivos esteja incluída a felicidade de outras pessoas. Às vezes, necessitamos reduzir ou mudar as nossas expectativas e aprender a nos contentar com menos ou com o que já possuímos. Ter expectativas baixas ou modificá-las não significa desistir de lutar para resolver os conflitos e concretizar propósitos, nem quer dizer que devemos matar os nossos antigos anseios por pensar que não devemos ter ambições, nem muito menos significa desistir dos atuais sonhos e ideais. Tomar a iniciativa de fazer mudança de planos para adaptá-los à nova realidade é sinal de maturidade, embora seja necessariamente mais prudente agirmos como os bebês que estão aprendendo a andar, dando um passinho de cada vez, senão, poderemos tropeçar e cair. “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor”.
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CRISTO NOS LIBERTOU
Liberdade não significa fazer tudo que o mundo à nossa volta pratica. A liberdade é mais complexa do que comumente imaginamos. Ela não nos priva dos direitos nem implica em não cumprir com as obrigações. O cristão autêntico é dominado pelo amor de Cristo e tem poder de decisão. Não deve, portanto, continuar sendo escravo das paixões mundanas. Como cristãos, somos livres para viver de modo a agradarmos a Deus, pois já estamos livres das regras humanas. Essa liberação não significa que não devamos obedecer às ordens das autoridades constituídas. Aliás, nenhuma autoridade é instituída sem a permissão divina. A liberdade que Cristo nos dá não nos libera dos deveres perante Deus e à sociedade, exige amor. Infelizmente, muitos se abstêm do amor eterno dispensado por Deus em troca de paixões temporais. Decisão essa que cedo ou tarde trará arrependimento e sérias consequências. “São nossas paixões, nossos amores, a impureza de nosso espírito que nos arrasta para baixo sob o peso das preocupações” (Santo Agostinho). Somente o Filho nos ensina o caminho da gratidão e nos faz esquecer nossos desejos impuros. “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão”.
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PECADORES COBIÇOSOS
Peça a Deus tudo que desejar. Mas permita-se ser influenciado pela intenção correta. Ore para que os desígnios divinos se manifestem em sua vida com alegria. Insista com paixão naquilo que você sabe que é da vontade de Deus. Por vezes nossas orações não são respondidas de imediato devido ao Senhor saber o momento exato de tudo acontecer. Contudo, não desista, insista pedindo com fé e com coração agradecido. Apenas peça! Se confiarmos plenamente e exclusivamente no Senhor, jamais seremos decepcionados. Mas, se confiarmos no homem, ou na igreja, a decepção é quase certa. Podemos confiar no Senhor de olhos fechados e de joelhos no chão, Ele só nos pede obediência e comunhão, pois, se formos íntimos do Pai, saberemos o que pedir. Dessa forma, não seríamos tão egoístas ao ponto de pedir tudo para o nosso vão deleite. “Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis. Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. [...] Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai [...]. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará”.
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A SAUDADE
É impossível cancelarmos a saudade por vontade própria. Não podemos colocar uma pedra sobre esse sentimento que só existe em razão de existir a lembrança de uma pessoa querida. Podemos satisfazer temporariamente a fome com alimentos, mas a saudade, a qual é sempre alimentada, só pode ser satisfeita com a presença da pessoa amada. Uma voz que ouvimos, ou uma paisagem que observamos, ou os odores dos diversos ambientes, ou as intenções e as ações das pessoas próximas, tudo nos remete às lembranças e ao saudosismo desse alguém tão especial. E assim, a saudade é cada vez mais alimentada, mas nunca satisfeita. Conformamo-nos com as notícias e com a esperança de um dia voltarmos a nos ver, nem que seja no “além”. Portanto, não existe um alimento ou antídoto específico para matar a saudade, a não ser o reencontro. Entretanto, dispomos de um alimento que sacia qualquer fome ou sede espiritual, e a saudade é uma necessidade espiritual. A Palavra de Deus é esse alimento que nos coloca diante d’Aquele que supre qualquer necessidade. Disse Jesus aos Seus seguidores junto à fonte de Jacó: “Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis [...]. A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra”.
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A MELHOR PERGUNTA
Há esperança para um miserável pecador como eu? Esta é a melhor pergunta que podemos fazer ao Senhor. Quem faz esta pergunta com sinceridade está a caminho da salvação. O primeiro passo é dado quando nos reconhecemos como pecadores. Por mais estranho que possa parecer, em grave situação estão os "perfeitos", pessoas que pensam não precisar de Jesus, as que não têm consciência dessa necessidade, não creem que há um Salvador. Em muitos casos, pessoas assim menosprezam o perdão divino ou não compreendem a misericórdia de Deus, e julgam equivocadamente, baseadas nos próprios méritos, como se seus palpites fossem superiores à sabedoria divina. Cristo não veio salvar perfeitos, mas pecadores. Ele chorou ao ver as pessoas em Jerusalém andando sem rumo, como ovelhas que não têm pastor. Jesus não chorou lágrimas vãs, nem as esgotou ali, ainda lamenta pelos perdidos de todos os rincões, e clama: “vinde a mim, todos...”. Há festa no céu por um pecador que se arrepende, mas infelizmente aqui na Terra, ultimamente, essa alegria está quase esquecida, pois muitos cristãos andam adormecidos, agindo de forma egoísta, como se não ouvissem a Deus. “Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá”.
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O PALCO DA VIDA REAL
Se alguma coisa nos deixa sem graça, então é hora de ver a situação como um simples ingrediente na grande receita da vida real. Cada ingrediente tem sua contribuição no todo. Você já parou para pensar quantas vezes os atores precisam cortar as cenas que estavam gravando, para reunirem-se e refazerem essas mesmas cenas para que tudo fique perfeito quando chegam ao público? Eles têm um “script” e sabem tudo que vai ocorrer, isto é, conhecem as falas e as ações de cada personagem, e mesmo assim cometem erros em suas reproduções. Não é possível viver sem gafes, pois vivemos cada momento sem saber o que vem à frente, as cenas reais chegam a nós de modo surpreendente. No entanto, exigimos muito de nós. Nem Deus exige tanto, Ele espera que erremos, mas que nos arrependamos, e mais que isso: que nos sintamos perdoados. Os atores cometem todos os absurdos pecaminosos que estão previstos em suas ações, faz parte do roteiro dessa representação da vida real. Mas nós não deveríamos pecar intencionalmente, pois quem assim age, esquece-se que deveria pertencer e honrar a Deus. “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”.
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UMA CEIA TRANSFORMADORA
Não importa onde nem com quem estamos morando neste momento. Poderíamos estar vivendo em um exuberante apartamento ou numa singela casa; ou talvez estivéssemos acampados num trailer estacionado num campo deserto; ou mesmo desfrutando de uma boa hospedagem num belo e luxuoso hotel no centro de uma importante cidade; ou, quem sabe, dependêssemos da misericórdia alheia, vivendo de favores na casa de amigos. A verdade é que o lugar onde vivemos abriga os nossos sonhos e aspirações, e estes podem transformar qualquer espaço habitável no lar ideal que ardentemente desejamos. É inevitável que o lugar onde estejamos vivendo e as pessoas com quem convivemos transformem os nossos caracteres, e essas transformações podem ser para melhor ou para pior, dependerá da visão e das atitudes que tomarmos em relação às circunstâncias. Da mesma forma, existe uma Pessoa que deseja habitar em nossos corações, essa Pessoa é Jesus. Cristo deseja transformar, para melhor, não só o nosso caráter, como também toda a nossa vida e história, nossa e de nossos descendentes. Só depende de nossa aceitação: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”.
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DEUS NOS DEU UM ESPÍRITO CRIATIVO
Precisamos ser mais reverentes. “Reverência” é o estado alterado de consciência quando sentimos respeito e admiração, porque entendemos estar na presença do Espírito Santo. Quando meditamos ou criamos algo belo e útil, com frequência, estamos induzindo e sendo induzidos espiritualmente. Nesse momento de completude, em especial, nunca estamos sós. Quando falamos que criamos algo, na verdade, transmitimos a ideia de que somos capazes de transformar algo já existente. Não criamos nada. No máximo o que podemos fazer é adaptar algo que já que fora criado pelo único Criador de todas as coisas em algo que atenda ao nosso uso, consumo e conforto. Apesar de Deus ter incutido em nosso intelecto um espírito criativo, não criamos, apenas transformamos o que já existe em algo proveitoso. O Criador sim, Ele criou tudo do nada, ou como dizem os abençoados teólogos: “exnihilo”, a partir do nada. Mesmo os versos, a poesia, a música, não os criamos, na verdade, apenas passamos para o papel ou expressamos verbalmente, ou de outra forma, aquilo que já existe em nossas mentes, fruto de anos de experiência, observando a natureza criada por Deus. “No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia...”.
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É PELA MISERICÓRDIA DE DEUS
Saberíamos responder, se alguém nos perguntasse, quais são as nossas prioridades? Certamente desejamos uma vida plenamente feliz. Mas como conquistá-la? Seria possível? Que torna o homem completo? Estas questões são respondidas no momento em que entendemos as razões de o Pai ter enviado Seu único Filho ao mundo, no momento em que compreendemos que não foi por acaso, nem sem necessidade. Explorar o desconhecido e desvendar os mistérios da vida tem sido os nossos maiores desafios. Sentimos obstinada necessidade de explorar o novo, e essa incansável busca começa quando restauramos o sentido de reverência para com os compromissos diários, sejam estes sagrados ou não, pois, se buscarmos o sagrado no ordinário, sem preconceito e com o coração agradecido, certamente o encontraremos. De outro modo, sem gratidão, sem reverência, é humanamente impossível satisfazermos nossas principais necessidades. Na verdade, mesmo que nos empenhemos em “práticas espirituais radicais”, jamais as conquistaremos por nós mesmos, pois a manifestação divina não depende da busca humana, é Ele quem supre todas as nossas necessidades. Aliás, é pela misericordiosa de Deus que não somos destruídos. “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim”.

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O VALOR DE UMA ALMA
O valor de uma alma depende da perspectiva de quem julga. É natural que as pessoas valorizem ao extremo suas próprias vidas, e menosprezem as demais. Mas há pessoas que não valorizam nem mesmo a própria vida, cometendo “suicídio eterno” ao rejeitarem a Cristo. Por outro lado, muitos têm realizado feitos no limite de suas possibilidades, resgatando ovelhas perdidas e entregando-as ao Bom Pastor. Há ainda quem o faça com maior gana, todavia, e infelizmente, na busca da própria glória e vantagens pessoais. Assim, deduzir o valor de uma alma não é tarefa fácil. Contudo, é certo que o Pai a valoriza sobremaneira. O nosso Senhor e Salvador pagou um alto preço pelo resgate de cada alma. Por amor às almas o Pai eterno entregou o que tem de mais precioso e sagrado: Seu próprio Filho. Deus fez o que nenhum outro poderia fazer pelo resgate de nossas almas. Mas nós pouco temos feito. Que está acontecendo com os cristãos, que não seguem mais o exemplo de Paulo, Pedro e dos outros apóstolos? Seria culpa do sistema? Então é hora de se reorganizar, e voltar ao começo de tudo. Afinal, ainda há muitas almas precisando de salvação; existem milhões de pessoas que não compreendem o plano de salvação. “... que dará o homem em recompensa da sua alma?”.
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A PAIXÃO NÃO É UMA ESCOLHA CONSCIENTE
A paixão é um mistério profundo que transcende e transforma subitamente o homem. Uma pessoa apaixonada pode mudar de um estado para outro em questão de segundos, sem necessariamente ser bipolar, ela passa de confiante para arder-se em ciúmes num piscar de olhos. Apaixonar-se faz parte da natureza humana, a paixão é instintiva, não é uma escolha consciente. Há na paixão um fogo que arde dentro de nós, quer estejamos confortáveis ou não. Muitos sofrem devido a esse sentimento, mas a “boa notícia” é que tem fim, mas o amor, quando real, eterniza a paixão, dando a esta o equilíbrio necessário. É melhor construir um relacionamento sólido com base no amor que arriscar arruinar-se pelo fogo da paixão. A paixão é carnal, mas o amor é divino. O amor valoriza o outro como pessoa, mas a paixão a tem como objeto de prazer. A conduta mais saudável, antes de ser tomada uma decisão consciente em relação à pessoa amada, é esperar esfriar a chama da paixão que arde no peito. Quando estivermos dominados por uma paixão, ao ponto de perdermos o sono, deveremos pedir a Deus que nos dê tranquilidade e domínio próprio. Necessitamos amar e ser amados e não, meramente, nos apaixonar. “O amor nunca falha...”.
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BASTA A CADA DIA O SEU MAL
A graça de Deus está diariamente disponível. Mas até quando? Não sabemos. Chegará um dia, porém, em que muitos não poderão mais desfrutar dessa maravilhosa concessão divina. Lembremo-nos, portanto, de pedir pela graça e pela misericórdia de Deus com o coração grato e submisso, deixando de lado a preocupação e o negativismo. Não devemos nos preocupar com o dia de amanhã, imaginando se haverá o suficiente ou não, porque certamente haverá. Esta dúvida não tem sentido algum, uma vez que o Pai celestial nos garante: “... Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. [...] Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta". Nossos pensamentos não devem estar fixos nos bens materiais, porque estes se deterioram com o tempo. Devemos sim buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e dessa forma, todas as outras coisas (ou melhor, aquelas que Deus julgar necessárias) nos serão acrescentadas. Portanto, não fiquemos inquietos pelo dia de amanhã, “porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”.
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ATITUDE É TUDO
A atitude é um dos principais fatores que determina a nossa realização. Se nós mesmos não dermos significado à nossa vida, ninguém mais poderá fazê-lo. Os conflitos são inevitáveis, mas podemos reagir negativamente a eles ou ter um comportamento mais equilibrado. Nossas atitudes determinam o sucesso ou o fracasso, e nos capacitam a tirar vantagens de onde ninguém mais pode ver. Não podemos mudar as atitudes dos outros, mas podemos corrigir as nossas, nem podemos mudar o passado, mas podemos anular toda culpa e planejar o futuro. As circunstâncias imprevisíveis que com frequência surgem em nossas vidas não podem ser evitadas, pois fogem ao nosso controle, entretanto, podemos enfrentá-las com atitude vencedora. As melhores oportunidades raramente surgem sem lutas, mas com atitudes corretas os obstáculos são vencidos. É nossa escolha prosseguir suportando os espinhos, caso queiramos colher as rosas. A melhor atitude é entregar a vida ao Salvador, o qual nos fortalece diante de qualquer circunstância. “Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade”.
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MALDITO O HOMEM QUE CONFIA NO HOMEM
A cautela é imprescindível ao decidir confidenciar sonhos e segredos a alguém. Nunca sabemos com quem estamos partilhando informações importantes; as aparências podem enganar. Existem muitos lobos disfarçados de cordeiros. Não afirmamos que não devemos confiar nas pessoas, mas que todo cuidado é pouco antes de revelar algo que possa nos comprometer, ou prejudicar outrem, a alguém que não conhecemos plenamente. Usa-se um versículo do livro de Jeremias (17:5), de forma reduzida, para declarar que não devemos confiar em ninguém, mas não é assim. Ainda há pessoas com quem podemos contar; lógico, com algumas restrições. Podemos constatar essa afirmativa nas cartas do apóstolo Paulo aos cristãos de Corinto, ele deixa claro que confiava naqueles irmãos: “Regozijo-me de em tudo poder confiar em vós”. Entretanto, só existe uma Pessoa que podemos confiar plenamente todos os nossos sonhos e segredos, essa Pessoa é Jesus Cristo. Não devemos confiar nossas vidas às pessoas, pois apenas Deus é fiel. As pessoas são falhas e fracas, como eu e você. “... mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia; e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem”.
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NADA DEVE NOS IMPEDIR DE IR A CRISTO
Poucas pessoas têm cumprido fielmente o ensino consoante à ordem direta de Jesus ao jovem rico como condição para segui-Lo – o que observamos hoje é justamente o contrário: seguir Jesus é “certeza de prosperidade”. A história do cristianismo revela-nos São Francisco de Assis, o santo que tomou toda a riqueza herdada de seus pais e distribuiu aos pobres, passando a viver em radical simplicidade. É importante ressaltar, porém, que nem sempre o dinheiro é o principal impedimento para uma pessoa servir a Deus, pois, por exemplo, há pobres que se orgulham de suas paupérrimas condições, como se o quesito necessário para a salvação fosse ser pobre, e não a crença em Jesus. Qualquer vaidade, orgulho, ou intenção do coração que são colocados acima de Deus são formas de idolatria. Portanto, pobres gloriem-se em suas exaltações, mas não se esqueçam d’Aquele que os exalta! Ricos gloriem-se em seus abatimentos, mas não se esqueçam do Salvador! Quando Jesus vier resgatar a Sua igreja, todas as vaidades e riquezas deste mundo terão o mesmo valor que a flor e a erva seca. “Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos”.
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SERVOS INÚTEIS
É incrível como a maioria das pessoas consideradas prósperas menospreza o Salvador. Ouvimo-la chamá-Lo de “grande mestre”, “iluminado”, “um dos homens mais notáveis que a história já teve” etc. Poucos reconhecem o senhorio de Cristo, não compreendem ou não aceitam o Seu sacrifício, talvez por preferirem adotar Mamom como senhor de suas vidas. As pessoas atraídas pelo Redentor são as que se sentem vazias. Afinal, foi para estas que Cristo veio, para resgatá-las e preenchê-las com Seu Espírito, e não para os “superiores” que não precisam de salvação. Há quem tema aproximar-se de Jesus por sentir-se indigna e inútil. Pessoas assim não estão equivocadas, pois é o que somos. Todavia, é essencial sabermos que Deus tem grandes planos para “servos inúteis”. Termos ciência de nossas fraquezas e limitações nos deixa em condições de receber as bênçãos do Senhor. O Filho de Deus deseja que os orgulhosos deixem seus orgulhos no passado e se voltem para Ele com simplicidade e sinceridade. “Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são”.
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A PRINCIPAL PEDRA DE ESQUINA
Quando o evangelho não é eficaz, significa que as pessoas que o ouvem não estão predestinadas à salvação ou elas mesmas colocam pedras de tropeço em seus caminhos? Se a salvação depende exclusivamente de Deus nunca saberemos, ou quando descobrirmos será tarde demais. Paulo considerava a soteriologia (doutrina da salvação) tanto do ponto de vista da eleição divina como da responsabilidade humana. Lendo a Bíblia, descobrimos que Deus quer que tomemos nossas próprias decisões, o Senhor não arrasta para Si ninguém forçosamente, tampouco condena inocentes. Entretanto, a graça é necessária para que recebamos Sua misericórdia, isto é, não depende totalmente do homem, e a pregação do evangelho não é eficiente em si mesma, é o Espírito Santo Quem dá eficácia às palavras proferidas, independentemente do pregador. O Espírito de Cristo faz com que Sua Palavra seja aplicada diretamente ao coração das pessoas, as quais, quase sempre, colocam pedras de tropeço em suas jornadas, quando são desobedientes. Além disso, assim como Jesus é a principal pedra de esquina, é também “uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados”.

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